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As células estaminais são células do seu corpo que começam por ser uma folha em branco. As células do cordão umbilical são células estaminais adultas com o potencial de se diferenciarem em células da linhagem hematopoiética e da linhagem mesenquimal. As investigações em células estaminais apontam para a possibilidade de tratamentos mais eficazes e personalizados. As células estaminais podem ser classificadas de acordo com a sua origem e potencial de diferenciação. Diferenciaram-se parcialmente ou amadureceram, pelo que já não são capazes de produzir todos os tipos de células. Estas células estaminais tecidulares específicas são muito diferentes das células estaminais embrionárias.
Quais são os diferentes tipos de células estaminais?
Uma célula estaminal é uma célula indiferenciada que tem a capacidade de se dividir muitas vezes, por períodos indefinidos, durante toda a vida do organismo. Os tratamentos para as patologias assinaladas podem ser feitos no IPO de Lisboa, Porto e Coimbra e em algumas unidades hospitalares de referência. Entre estas encontram-se, por exemplo, doenças cardiovasculares biosckin e doenças autoimunes.
- Em vez disso, têm de ser repostas a partir de populações de células estaminais.
- Algumas células-tronco adultas são capazes de se diferenciar em mais de um tipo celular, como as células-tronco mesenquimais e as células-tronco hematopoiéticas, enquanto outras são consideradas precursoras diretas das células do tecido em que são encontradas, como as células-tronco da pele ou as células-tronco gonadais.
- Precisamos de criar novas células a toda a hora, apenas para manter o nosso corpo a funcionar.
- Isto seria muito útil no tratamento de doenças como a doença de Parkinson, acidentes vasculares cerebrais, doenças cardíacas e diabetes.
As células estaminais podem ser utilizadas para estudar doenças genéticas
Podem diferenciar-se em todos os tipos de células especializadas do corpo, tais como células musculares, glóbulos vermelhas e células nervosas. No caso das células estaminais mesenquimais, podem ser, por exemplo, encontradas no tecido do cordão umbilical. As células estaminais hematopoiéticas podem ser obtidas através de várias fontes, nomeadamente do sangue do cordão umbilical. As terapias baseadas em células estaminais apresentam um enorme potencial para o tratamento de doenças degenerativas e lesões graves, principalmente articulares. As células estaminais são ferramentas importantes para a investigação de doenças e oferecem um grande potencial de utilização na clínica. Se conseguirmos isolar células estaminais do corpo e fazê-las crescer em grandes quantidades, isso poderá constituir uma fonte renovável de células e tecidos de substituição.
ATIVAR CÉLULAS ESTAMINAIS
De uma forma global, vários grupos têm vindo a investigar a possibilidade de utilização de células estaminais em estudos pré-clínicos (com modelos animais) e clínicos (em seres humanos). Também o seu potencial clínico se encontra em estudo, em ensaios clínicos, em diversas doenças. Células estaminais adultas, que são encontradas em alguns tecidos adultos. Reprogramação directa (transdiferenciação) de células somáticas em células com funções diferentes
É um tema estimulante, que suscita muitas expectativas em diversos campos da medicina regenerativa, da transplantação, da biologia celular e molecular. Cada célula tem uma vida dinâmica no organismo, originando-se por divisão de uma célula precursora (célula-mãe ou célula estaminal), desenvolvendo-se e morrendo. Por esta razão, as iPSC são promissoras para futuras terapias celulares tendo despertado a atenção generalizada de investigadores e médicos. Aplicações a modelos animais de doenças Características, plasticidade e mecanismos de ação (substituição, secreção de factor parácrinos, fusão celular) Aplicações terapêuticas e uso como modelos de doenças
Em Portugal, os estudos avançam com o objetivo de ampliar as aplicações clínicas e garantir a segurança e eficácia dos tratamentos. A compreensão dos controlos genéticos e moleculares destes processos pode fornecer informações sobre a forma como essas doenças surgem e sugerir novas estratégias de terapia. Existem ainda alguns desafios práticos no que respeita à utilização de CTE na investigação ou na clínica. As linhas celulares são frequentemente utilizadas nas fases iniciais das experiências, uma vez que as suas propriedades são bem conhecidas e facilitam a comparação de resultados entre outros ensaios que utilizam a mesma linha. São os casos das doenças hemato-oncológicas e doenças do âmbito da medicina regenerativa. Podemos definir célula estaminal como uma célula que, quando se divide, produz uma célula que retém esse caráter indiferenciado e uma segunda célula que pode sofrer diferenciação.
O fato de uma única célula-tronco ser capaz de formar quase qualquer tipo de célula abre espaço para o uso dessas células como forma de experimentação para curar doenças ou regenerar tecidos danificados, como ocorre no ramo da ciência chamado engenharia de tecidos. Uma célula estaminal tem uma extensa capacidade de proliferação, criando mais células estaminais (utilizada para manutenção de um devido organismo, pois garante uma autorrenovação constante, como, por exemplo, as células sanguíneas) e criando descendentes celulares diferentes. As células-tronco ou células estaminais são células que permanecem indiferenciadas, ou seja, ainda não passaram pelo processo de diferenciação celular. Entre as doenças hemato-oncológicas suscetíveis de tratamento, Marika Bini, destaca as síndromes de insuficiência medular, síndromes mielodisplásicos, alguns tipos de leucemias, alguns distúbios hereditários do metabolismo e patologias hematológicas benignas e “alguns casos selecionados de linfomas”, acrescentando que “uma parte significativa destas doenças é tratada em primeira linha e com sucesso com recurso a quimioterapia e imunoterapia”. "A utilização de sangue de cordão tem limitações que se prendem essencialmente com o número de células na amostra, sendo restrita, basicamente, à população infantil", refere Marika Bini Antunes
Células estaminais: as “super-células” que combatem o cancro
XIX, com o advento da microscopia, tornou-se claro que as células são as unidades biológicas da vida e, no início do século XX, verificou-se que estas têm a capacidade de produzir outras células. Atualmente, a principal utilização das CTE e das iPSC é na modelização de doenças, no ensaio de medicamentos ou para aumentar a nossa compreensão da biologia básica deste tipo de células. Esta propriedade já é utilizada no tratamento de queimaduras extensas e para restaurar o sistema sanguíneo em doentes com leucemia e outras doenças do sangue.
São semelhantes às células estaminais embrionárias, na medida em que podem transformar-se em qualquer tipo de célula especializada. De facto, temos células estaminais no nosso corpo durante toda a nossa vida. As células especializadas, como o sangue e os músculos, normalmente não se replicam, produzindo cópias de si próprias. As células estaminais podem dividir-se e produzir cópias idênticas de si próprias repetidamente. Algumas células especializadas (como as células sanguíneas e musculares) não são capazes de fazer novas cópias de si próprias através da divisão celular.
